Como reduzir o custo de frete na indústria

Como reduzir o custo de frete na indústria

Seja com frota própria ou terceirizada, o transporte é um dos maiores gastos da operação logística industrial, motivo pelo qual reduzir o custo de frete é preocupação constante de gestores da área.

Com essa preocupação surge outra: diminuir os gastos em transporte sem afetar a qualidade principalmente de entregas a clientes, respeitando prazos e cronogramas, o que é totalmente possível por meio de ações voltadas especificamente para a redução inteligente e focada em frota interna ou contratação de prestadores.

Atentando aos diferentes cenários do processo, vamos abordar ao longo do texto estratégias que permitem alcançar a diminuição sem nenhum impacto negativo.

Como reduzir o custo de frete com transportadoras

Controlar tabelas de frete

Os prestadores do serviço têm as suas tabelas de frete, nas quais os valores flutuam de acordo com aspectos variados inclusos na prestação. E para ter controle sobre elas, a indústria pode registrar os valores recebidos em orçamentos e propostas comerciais para posteriormente contar com consultas automatizadas e uma boa base para tomar decisões de contratação.

Para isso, é preciso guardar um histórico de valores, rotas e prestadores, o que ajuda a decidir visando o melhor custo-benefício e projetar despesas com transporte. Além disso, o controle interno de tabelas de frete evita que a empresa faça pagamentos indevidos ou maiores pelo mesmo serviço.

Uma das melhores maneiras de fazer esse controle é automatizando a gestão de custos de frete, com uma ferramenta que forme a tabela interna, já organizada, facilite a consulta a ela e ainda valide os serviços efetivamente contratados.

Diversificar prestadores conforme demandas

É natural que indústrias remetam grandes volumes para longas distâncias, o que exige o uso de caminhões de alta capacidade e até mesmo outros modais para completar o frete, como aquaviário e aéreo. Mas também pode haver demanda em menor volume e para locais mais próximos, a qual pode ser direcionada a pequenos transportadores, como autônomos e empresas de baixa capacidade e para distâncias curtas.

Em geral, essas empresas que operam com capacidade menor precisam competir com negócios maiores do setor e que lidam com estruturas de custos maiores. Por isso, e para obterem mais clientes, podem oferecer condições favoráveis para entregas rápidas e menores. E sendo alcançadas boas condições com esses transportadores, convém concentrar neles algumas entregas e coletas para reduzir o custo de frete com parte relevante da operação.

Negociar valores para altas demandas

Além do deslocamento em si, critérios como trabalho de coleta e descarga e impostos influenciam na precificação das transportadoras. Para reduzir esses valores, quando o negócio oferece demanda alta e/ou recorrente como cliente, pode haver negociação, que o prestador tende a receber bem para assegurar cliente duradouro ou que trabalha com grandes volumes.

Por exemplo, a taxa de coleta é muito menor do que o valor associado ao traslado em si. Considerando essa diferença, e a fidelidade da indústria a determinado prestador, a empresa pode negociar com o transportador a redução ou mesmo a isenção taxa. A tendência é que a proposta seja aceita porque é de interesse do prestador ter na empresa um cliente recorrente.

Para a contratação frequente, o ganho da organização é com uma despesa menor que forma redução relevante de custos semanal e mensalmente.

Como reduzir o custo de frete com frota própria

Atuar na prevenção de acidentes

Acidentes de trânsito ocorrem por fatores humanos e mecânicos, ou por uma soma de ambos. Portanto, os cuidados pertinentes a pessoas e veículos precisam ser tomados para evitar ao máximo os acidentes, que trazem despesas adicionais à logística, transtornos diversos e ainda colocam em risco a vida de pessoas.

Iniciativas como a criação de um código de conduta, estabelecimento de regras claras para diferentes situações e realização de testes toxicológicos periódicos evitam não só acidentes, mas outras ações indesejadas para o processo logístico.

Em relação a caminhões, manter a manutenção preventiva em dia e fazer revisões periódicas mais aprofundadas evitam a ocorrência de acidentes por defeitos mecânicos, o que é ainda mais fácil de acontecer em um país no qual muitas estradas desgastam demais os veículos. Em uma rota parcial ou totalmente mal conservada, a integridade de um caminhão pode definir a diferença entre ele aguentar ou não finalizar o percurso.

Fazer manutenções preditivas

Muitas empresas apenas seguem o calendário de manutenções preventivas e, quando necessário, realizam as corretivas. Porém, existem também as preditivas, definidas por monitoramento e revisões para que haja intervenção nos veículos antes de qualquer problema mecânico, que pode ocorrer em meio a uma entrega ou coleta.

Além de evitar a necessidade de consertos de correção, o monitoramento para manutenção preditiva serve para ajustes que objetivam melhorar o desempenho dos veículos com resultados como:

  • redução do consumo de combustível;
  • aumento da vida útil de pneus;
  • aumento da vida útil de peças de motor;
  • eficiência maior de sistemas e equipamentos adicionais ao veículo.

Fazer convênio com postos de combustíveis

Um convênio com uma rede de postos pode garantir à empresa desconto no litro do combustível pelos abastecimentos frequentes. E a soma desses descontos pode representar grande economia mesmo no curto prazo, até porque em nosso país é algo reajustado com frequência e representa grande parte das despesas logísticas de uma companhia.

Otimizar rotas

A otimização de rotas tem como objetivo aproveitar ao máximo cada itinerário, realizando mais de uma entrega/coleta em cada locomoção de veículo da empresa. É uma forma de diminuir em muito os gastos com combustível e até com manutenção, já que há menos desgaste dos caminhões para a conclusão do mesmo número de tarefas.

Pode parecer difícil reduzir o custo de frete observando o processo como um todo porque cortar recursos e partes dele pode ter o efeito contrário e negativo. Por isso, a solução está nos detalhes, no remanejamento de procedimentos etapas e no desenvolvimento de ideias que ainda não eram aplicadas à operação logística.Gostou do conteúdo? Nos siga nas redes sociais para acompanhar as atualizações frequentes do blog.