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Gestor de TI de sucesso: qual é o perfil e que erros deve evitar

gestor de TI de sucesso

Gerenciar um setor claramente não é simples e exige do profissional mais do que ser um expert no assunto, o que é o primeiro requisito. Por isso, não vamos falar sobre o conhecimento que o gestor de TI de sucesso precisa ter em tecnologia.

O responsável por um departamento lida com pessoas, recursos materiais e financeiros, profissionais de outras áreas e ainda com responsabilidade estratégica pontual e global. Então, vamos abordar as virtudes que o gerente deve ter e alguns erros que precisam ser evitados. Acompanhe-nos.

Características e habilidades importantes para o profissional

Saber gerenciar projetos

Em alguns momentos, que podem ser decisivos para o setor de tecnologia e toda a empresa, é possível que o profissional consiga ser um verdadeiro gestor de projetos, mesmo que apenas temporariamente. Isso porque novas implementações, melhoria de infraestrutura, troca de hardwares ou softwares e outras situações podem envolver muitas pessoas e recursos materiais e financeiros, exigir participação de agentes externos e levar muito tempo.

Portanto, o gestor de TI de sucesso deve, nessas ocasiões, saber como organizar e planejar a execução de um projeto, além de controlar o uso de recursos, o atendimento de prazos internos e externos e o andamento de outros critérios do projeto. Inclusive, alguns monitoramentos podem exigir acompanhamentos simultâneos e o cruzamento de informações para a obtenção de resultados de indicadores de performance.

Entender como realizar vendas internas do setor

Por exemplo, se o departamento tem a ganhar com um integrador e extrator inteligente que ligue o ERP a outros sistemas e bancos de dados, fazendo a movimentação de informações entre ambos os lados, o gestor da área deve apresentar a possibilidade aos seus superiores, que podem ser já os membros da diretoria, e mostrar a positividade de realizar o investimento.

Para isso, o profissional deve esclarecer a diferença entre os cenários — o atual sem o investimento e o possível, com a aplicação da nova ferramenta —, evidenciando os ganhos da empresa após a implantação. De preferência, os resultados têm de ir além dos ganhos possíveis para a área de tecnologia, pois o gestor não pode correr o risco de seus superiores julgarem que ele quer adicionar mais uma despesa à organização somente para ter menos trabalho. Também, quanto maior for o efeito positivo de um possível investimento, mais fácil é consegui-lo.

Tudo isso trata-se de vender uma ideia e aumentar o valor do departamento perante o negócio como um todo.

Conseguir gerenciar pessoas

Alguns dos pilares da gestão de pessoas são:

  • comunicação eficiente e sem ruídos;
  • treinamento e desenvolvimento da equipe;
  • liderança;
  • atribuição de processos a profissionais;
  • engajamento.

Portanto, não basta dar ordens, estabelecer prazos e distribuir tarefas. Uma equipe com certeza é mais eficiente se o líder observa seus liderados e atribui a eles procedimentos mais condizentes com suas habilidades e facilidades naturais, sempre dando o máximo de liberdade possível para que talentos se sobressaiam e novas soluções apareçam.

O líder precisa dar importância aos detalhes do gerenciamento de pessoal também para saber como motivar os profissionais, atender às suas demandas e criar um ambiente harmonioso e que influencia na extração do melhor que cada um pode oferecer em diferentes sentidos. Por exemplo, a competitividade interna é saudável e gera resultados no geral, mas demanda cuidado para que não se torne tóxica e contraproducente, como acirrando demais as individualidades e eliminando a cooperação mútua.

Ter pensamento estratégico

Muito do trabalho envolvido na área de tecnologia, principalmente em relação aos processos diários, tem a ver com o lado operacional. Porém, um gestor de TI de sucesso vai além e aplica uma gestão estratégica, o que evita que ele e seu departamento se tornem obsoletos ou não entreguem o máximo que podem.

Isso significa aproximar-se de outros profissionais e setores para entender melhor suas necessidades e possibilidades de melhorias, quando a tecnologia pode ajudá-los, melhorar seus resultados financeiros e de desempenho ou somente enxugar a estrutura de custos.

Na prática, a área que atua de forma estratégica não serve apenas como suporte e contenção para o resto da empresa, mas sim como mais uma importante e ativa para o alcance dos objetivos e execução do planejamento global.

4 erros que o gestor deve evitar cometer

Internalizar demais as ações

Em algumas empresas existe a cultura de manter o máximo de processos feitos internamente, enquanto em outras a terceirização e as contratações pontuais são largamente utilizadas. Deixando de lado o consenso de que o melhor ambiente é o que funciona de maneira saudável, é ideal, no geral, complementar a internalização com a externalização de soluções.

Negar a possibilidade de adquirir uma solução específica, seja para conter os gastos ou por receio da participação de terceiros nos processos, pode fazer com que a empresa deixe de ganhar em muitos sentidos. Por exemplo, o ERP pode acabar sendo subutilizado pela falta de integrações ou personalização — já que seu estado nativo é um padrão do fornecedor e nem sempre atende à organização da forma customizada que ela precisa.

Centralizar todas as decisões

É claro que o responsável por um setor tem a responsabilidade de direcioná-lo e tomar parte em seus pontos críticos, mas pequenas decisões, menos arriscadas, podem ser tomadas pelos demais membros da equipe.

Assim, o líder gasta menos tempo com atividades de menor importância, quase sempre ligadas ao extremo operacional, e tem mais liberdade e tranquilidade para atuar estrategicamente e entregar mais valor.

Além disso, tolher a liberdade dos funcionários é uma receita para gerar descontentamento e subutilização das suas capacidades, o que é muito ruim para a gestão de pessoas e para as rotinas de trabalho.

Focar apenas em tecnologia

Não citamos o fato de que o gerente de tecnologia tem de ser expert no ramo porque é algo óbvio, mas ele também não pode pensar somente na TI. Como superior de um departamento, e responsável em parte pelos resultados globais da empresa, deve se atentar a questões como controle de custos, engajamento com outros setores, apresentação de novos conceitos e outros critérios necessários para uma gestão estratégica e mais abrangente.

Fechar-se para opiniões dos usuários

Os trabalhadores da logística, do fiscal e do financeiro podem não saber o que é um deploy, um pacote de projeto de implementação ou um patch, mas são os usuários dos sistemas e lidam com eles diariamente. Por isso, podem dar boas ideias de melhorias ou esclarecerem coisas desnecessárias que podem deixar a infraestrutura mais enxuta se forem eliminadas.

Um problema nesse sentido é que muitas vezes os usuários não sabem exatamente como explicar o que precisam ou com quais problemas estão lidando. Logo, precisa entrar em cena a capacidade de ser resiliente, entender cenários e ajudar profissionais construírem suas demandas. Aliás, a resiliência é uma característica importante na gestão de pessoas, projetos e departamentos.

Inclusive, resiliência é um aspecto importante para o gestor de TI de sucesso conseguir investimento para sua área, sobre o que falamos anteriormente. Mas a característica por si só, como vimos, não garante sucesso para uma venda interna. Então, veja como conquistar um investimento em tecnologia para o departamento e comprovar retorno.

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