Os principais tipos de integração de sistemas

Os principais tipos de integração de sistemas

Gestores de TI não raramente se deparam com situações nas quais precisam integrar sistemas. E nesses momentos devem decidir qual dos tipos de integração de sistemas irão utilizar.

O formato mais adequado depende das necessidades de integração, dos sistemas que precisam se comunicar, dos bancos de dados e de aplicações, da informação e de processos inclusos e da infraestrutura de tecnologia que a empresa possui.

A seguir, vamos falar sobre quatro desses modelos de integração e quais aspectos deles avaliar para escolher entre uma ou outra opção.

Integração com sistema de intermediação

Esse modelo funciona com a ligação entre três sistemas: os dois que precisam ser integrados e um terceiro que, no meio de ambos, fará a ligação entre eles.

O intermediador se comporta como um hub e tem configurações e funcionalidades próprias. Ele coleta as informações de um software e faz o tráfego para o outro, alocando eles no destinatário de acordo com a configuração realizada para a reposição da informação movimentada.

O integrador também pode integrar processos de diferentes tecnologias. Por exemplo, um lançamento feito em determinada interface de software ou uma tarefa concluída, como elaboração e emissão de um documento, pode – após comunicação feita pelo intermediário – gerar o início automático de outra tarefa na ferramenta seguinte que foi integrada com a primeira.

Um dos cuidados que se deve ter ao escolher um intermediador refere-se à sua disponibilidade e à estabilidade, pois qualquer indisponibilidade ou comunicações instáveis podem fazer a integração falhar em certos momentos. A consequência disso é a não transferência de dados nesses momentos e transtornos para processos e elaboração de relatórios.

O ponto negativo dessa integração fica por conta da necessidade de maior investimento, pois o hub é um terceiro sistema que tem de ser contratado.

Importação/exportação

Um dos tipos de integração de sistemas mais antigos e básicos ocorre com importação e exportação de dados, exigindo sempre a intervenção humana.

Basicamente, dentro de uma ferramenta é feita a segmentação dos dados e sua compilação em um documento de determinado formato, que é salvo na nuvem ou em qualquer outro repositório. Depois, na tecnologia seguinte, a função de importação é acionada para que esse documento seja lido e seus dados sejam apropriados nas suas interfaces.

As exigências para o sucesso nesse tipo de integração são principalmente compatibilidade de documentação para leitura nos sistemas e correto lançamento da informação no layout a ser exportado e importado.

Uma das desvantagens desse modelo, até pela necessidade de intervenção humana nas etapas de comunicação, é a necessidade de conferência dos dados após importados para atestar que foram corretamente imputados.

A vantagem está no custo zero para exportar e importar arquivos. Porém, isso pode não justificar o uso pelos riscos associados ao funcionamento.

Banco a banco

Como todo sistema tem por trás de si um banco de dados para armazenamento e segurança da informação transitada, diferentes tecnologias podem ter seus bancos diretamente integrados. Dessa forma, os repositórios se comunicam e compartilham a informação, que posteriormente será apresentada naturalmente nas interfaces de cada software.

Essa integração pode ocorrer com os bancos somente ou com ferramenta ETL. No primeiro caso são feitas mudanças diretamente nas estruturas dos bancos de dados de cada aplicação, dando a eles a possibilidade de se comunicarem diretamente e de as aplicações acessarem bancos de outros sistemas, além de seus próprios. Daí a importância de ter cuidados com permissões dadas para aplicações e bancos terem acesso uns aos dados dos outros.

Outra maneira de realizar a comunicação banco a banco é com uma ferramenta ETL. Esse tipo de solução específica é implementada dentro de um software para que ele extraia dados de determinado banco e os traga para este software, já organizados conforme as regras de negócio dele. É um meio seguro de buscar informação de determinadas fontes e alocá-los com organização e produtividade.

Um exemplo de ETL é o XTS, ferramenta que quando implantada em um ERP dá ao setor fiscal e seu módulo acesso ao banco de dados da Secretaria da Fazenda (Sefaz). Isso possibilita que cada nota fiscal emitida para a empresa seja automática e instantaneamente identificada, que a sua informação seja trazida do banco da Sefaz e que os dados sejam imputados no ERP de acordo com regras de negócio, processos e obrigações legais do setor.

API

Basicamente, APIs são códigos que entregam dados prontos a partir de requisições feitas para eles em interfaces de softwares. É uma solução que normalmente garante disponibilidade permanente, velocidade e bom desempenho para funções e requisições.

APIs fazem transferências unilaterais de informações, motivo pelo qual precisam ser desenvolvidos e oferecidos por sistemas que desejam permitir integrações e associações a seus produtos. Assim, a ferramenta que possui uma API fornece o código para que outras fontes recebam seus dados.

Por conta dessa transferência unilateral, se o trânsito precisar ser bilateral entre os softwares, outra solução pode ser mais adequada, como a integração banco a banco com modificação em suas estruturas.

Independentemente do tipo de integração de sistemas escolhido para ligar bancos de dados e aplicações, esse processo sempre apresenta riscos e requer cuidados por lidar com estruturas de pontos diversos da infraestrutura de tecnologia da empresa. Portanto, baixe nosso e-book para ver os 10 maiores riscos associados a integrações e como tomar cuidado com eles.

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